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Poda Ornamental
Saudação à história
jul/09 - pág. 113 "Moldura para Espelhos"
Moldura para o espelho
A PAISAGISTA Sylvia Luz, da Topiaria Paisagismo, gosta de usar espelhos nos jardins que projeta para ampliar a visão do verde. Em sua casa, no Jardim Europa, em São Paulo, utilizou o mesmo recurso, porém acrescentou uma moldura para conduzir a ipomeia-rubra (1). “No verão, quando floresce, a ipomeia cria uma moldura pink ao longo de todo o espelho" diz Sylvia. Já no inverno, quando perde parte das folhas, quem aparece até mesmo na treliça é a falsa-vinha (2), que cobre o muro. A moldura que guia a ipomeia foi feita de módulos de madeira nas medidas 1,20 x 0,30 m. Abaixo do espelho, o banco de granito ganhou forração de minigardênias (3). À esquerda dele, camélia vermelha (4), e à direita, camélia branca (5).
Note como algumas folhas da trepadeira falsa-vinha ganham uma tonalidade avermelhada no outono. Em regiões mais frias, elas chegam a ficar roxas.
set/08 - pág. 116 e 117 "corredor ganha ares de pátio"
Corredor ganha ares de pátio
Geminada em um dos lados, a casa da arquiteta Silvia Bahia dispõe de um corredor a céu aberto, que vai da entrada à edicula. “A área externa era menor antes da reforma. Consegui deixá-la com 3 m de largura”, conta. Durante a obra, Silvia mandou instalar, no piso do espaço, um tapete de ladrilhos hidráulicos de inspiração mourisca. “Ele cria uma espécie de praça dentro do quintal e define o local para a colocação dos móveis”, explica. O ambiente recebe o sol da tarde, filtrado por uma trepadeira presa à pérgula. “Também coloco minhas orquídeas sob esta meia-sombra. É a luminosidade ideal para elas.”
18 - Leves e dobráveis, as cadeiras diretor, com encosto de tecido, são fáceis de recolher em caso de chuva. As de bambu são da Entreposto, e as de teca, da Trïbes.
19 - O tapete de ladrilhos mouriscos (Ladrilar) mede 2 x 2 m.
No restante do piso, o acabamento tem estampa quadriculada. A cada dois anos, é preciso reaplicar sobre
as peças uma proteção de resina à base de água.
20 - Retângulos de grama ampliam a área verde. Adotou-se
grama-preta, que cresce bem à sombra, debaixo da mexeriqueira, e, nos locais a pleno sol, a grama-esmeralda.
21 - Enroscada na pérgula de madeira pintada, a trepadeira ipoméia (Ipomoea cairica) suaviza os raios solares.
22 - Na falta de um espaço maior de plantio, o muro verde traz o ar de jardim. Ele está coberto de unha-de-gato (Ficus pumila), espécie podada a cada três meses.
23 - Vasos de cerâmica, perfurados e parafusados na parede, abrigam a coleção de orquídeas da moradora.
A mesa de teca (Tribes), que pode ficar exposta ao tempo, está arrumada com toalha da Hypolita, boleira e guardanapos do Espaço Santa Helena e vaso de flor da Uemura Flores e Plantas. Penduradas na pérgula, lanternas de vidro colorido da L’Oeil. Projeto paisagístico assinado por Sylvia Ribeiro da Luz (Topiaria Paisagismo). Na entrada da casa (foto à esquerda), banco da Planomadeira, bola e vasos de madeira de Pedro Petry(ZonaD).
Reportagem Visual CRISTINA BAVA, ZIZI CARDERARI E ISABELLA MENDONÇA (ASSISTENTE) Texto LÚCIA SANTOS GUROVITZ Fotos LUIS GOMES Ilustrações CARLOS CAMPOY
out/07 - pág. 31 a 40 " idéias para simplificar sua vida"
40 idéias para simplificar sua vida
Texto Thaís Lauton (colaboraram Artur de Andrade, Nuria Uliana e Simone Quintas)
Cheiros triviais pela casa
Imagine chegar em casa e, logo na garagem, ser recebido pelo jasmim-brilhante, uma trepadeira de perfume suave. Aí você entra no quarto e, junto à janela, florescem e exalam perfume as rosas (foto acima), bem ao alcance das mãos, para o corte. A paisagista Sylvia Ribeiro da Luz, da Topiária Paisagismo, incentiva o plantio de espécies perfumadas pelos quatro cantos da casa e assegura: "Não há como enjoar dos aromas porque as plantas os lançam em períodos diferentes do dia". Na ausência das plantas, use essências. "Alfazema, jasmim, laranja, limão, melancia, cravo e canela são cheiros de empatia instantânea ao brasileiro", afirma Alfredo Del Vigna, perfumista da Aromaty Essências e Fragrâncias. Receita: misture três partes de essência, cinco partes de álcool de cereais e duas de água e borrife no ambiente.
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set/07 - "Corredores para imitar – e sonhar"
Blog Cheiro de Mato - Set 07
www.cheirodemato.globolog.com.br
03/09/2007
Corredores para imitar – e sonhar!
Uma passagem estreita, com muros altos, pouca entrada de luz natural, e quase nenhuma visibilidade, não é o espaço de cobiça de ninguém. Eu mesma, durante a infância, morei em uma casa com um corredor enorme, de paredes brancas, e nenhum atrativo. Se ainda vivesse naquela casa, imagino o que teria feito com aquele corredor. Provavelmente copiaria (sem culpa!) várias das idéias destas três fotos: os vasos ao longo do corredor para quebrar a sua extensão, como fez a paisagista Sylvia Ribeiro da Luz, da Topiaria Paisagismo (11 3849-3072) (foto acima), e o painel na parede com ripsális, criado pelo paisagista Ricardo Pessuto (11 6193-0515) (foto abaixo, à esq.) certamente fariam parte do meu corredor. Não pouparia nem o piso. Reproduziria a combinação de cerâmica e pedras ágatas que o Ricardo idealizou para os seus clientes pisarem descalços e massagearem os pés. Ah, os seixos no outro projeto da Silvia (foto abaixo, à dir.), também servem para esta terapia. E por falar em terapia, a melhor de todas elas é sonhar. Mesmo que não haja espaço para um jardim ou não exista um corredor, não custa imaginar como seria o seu. É um exercício delicioso, e que facilita as escolhas do futuro. Bom, já falei do meu. E você, o teria no seu corredor? Conta pra gente.
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ago/06 - pág. 103 - "Passos entre Plantas"
Passos entre Plantas
A disposição irregular da pedra miracema é a atração deste corredor. O jasmim-brilhante (dir.) vai crescer e tomar o arco com vasos da L’Oeil. À esq. prevalece o jasmim-imperador, no chão e no vaso da Companhia das Folhas. As bolas de pedra foram alternadas a bolas de buxinho podadas.
NA ENTRADA principal desta casa no Morumbi, em São Paulo, a paginação desigual das pedras miracema cria desenho singular. O uso diferenciado foi uma alternativa da paisagista Sylvia Luz, do espaço Topiária de Paisagismo, ao emprego de uma pedra simples. “Mantive a escolha do revestimento que cobria a calçada, a garagem, e a borda da piscina. A novidade foi a disposição em placas de tamanhos diferentes”, diz Sylvia.
Nas laterais do corredor, com 2,60 m de comprimento, entre uma placa e outra, foram criados nichos com espécies perfumadas (jasmim-brilhante e jasmim-do-imperador), ornamentais (orquídea-bambu e lírio-do-amazonas) e de floração vistosa, na cor rosa (manacá-da-serra). Em vez de entremear as placas com grama, a paisagista optou por dinheiro-em-penca: “É uma forração de ramagem delicada e vistosa, que ajuda a clarear o espaço”, afirma Sylvia.
Comparada com outras pedras na mesma tonalidade, a miracema tem preço em conta (em média, entre R$ 17,50 e R$ 20 o m2), facilidade de colocação e é antiderrapante.
out/05 - pág. 122 - "Minha Cobertura é para..."
Minha cobertura é para ...
... descansar entre plantas e água
Uma cobertura bonita e relaxante só não faz quem já morreu. Jardins com propostas distintas saciam os desejos de receber os convidados, de entregar-se à leitura e de se recompor num spa privado – sempre cercado das plantas certas.
UM CANTO que despertasse paz era tudo o que a proprietária queria para sua cobertura de 32 m2. O relaxamento, já garantido pelo spa, não ganharia melhor companhia.
Nas mãos da paisagista Sylvia Luz, do espaço Topiária Paisagismo, o ambiente foi emoldurado por plantas, que cumpriram papéis específicos no projeto. “A glicínia, disposta em uma das laterais, confere privacidade. As orquídeas epidendro e bambu, e a minitibouchina, dão flores. Já a magnólia exala um atraente perfume”, conta Sylvia.
A jardineira ainda tem moréia e azulzinha, espécies de trato simples, bem adaptadas ao clima da área, que sofre com o excesso de sol e vento. Para que as plantas suportem as alterações climáticas, Sylvia recomendou a proprietária , aguá-las duas vezes por dia. A adubação deve ser mensal, assim como a pulverização contra ácaros e fungos.
Os três vasos com rododendro disfarçam a altura do deck, escondem o ar-condicionado e aquecem a área. O barulhinho da água que corre pela fonte com bicas de bambu potencializam o descanso sobretudo nos finais de semana, quando a moradora tira proveito das boas vibrações do ambiente.
Um dos rituais da proprietária é manter em funcionamento a fonte de alvenaria, revestida com pastilhas e azulejos antigos. Um convite às boas energias.
A vegetação contorna o deque com spa - o chamariz da cobertura. Ao fundo, a jardineira traz, da esquerda para a direita, minitibouchina florida, azulzinha como forração, as folhagens do bambu-mossô, moréia e orquídea epidendro. Sobre o deque, vasos da VGM com jasmim-dos-poetas. Do lado oposto, vasos de cerâmica da Vasotam com rododendros. Futons turcos da Futon Company.
abr/05 - pág 30-31- "Design Vivo"
Design Vivo
O que os Jardins Suspensos da Babilônia
– idealizados a cerca de 500 anos a.C. , os da Roma antiga, do
Renascimento italiano e até mesmo os que serviram de cenário
para o filme de Tim Burton, “Edward Mãos de Tesoura”,
tem em comum? A resposta está na arte da topiaria, que consiste
em dar formas geométricas, de animais ou abstratas, às
plantas e arbustos vivos.
Vistas durante muito tempo como excentricidade em jardins aristocráticos
franceses e até mesmo como demonstração de gosto
duvidoso em tempos mais modernos, elas estão de volta, com a
força de quem veio pra ficar. E com charme cosmopolita.
Por quê? Porque é um luxo ter
a mesma decoração dos jardins do palácio de Versailles,
dos castelos franceses e das belas mansões inglesas. E também
porque, além de sofisticada, a topiaria é deliciosamente
divertida e terapêutica. Isso, é claro, se você se
dispuser a aprender a cortar suas plantas...
Essa arte, apreciada muito antes de Cristo,
sempre exigiu o domínio das técnicas de podas adequadas,
paciência e uma constante manutenção. A escolha
certa de plantas com um formato compacto, que suportem podas sucessivas
e apresentem bom nível de brotação, também
é indispensável. O cipreste (Cupressus coccinea), o buxinho
(Buxus supervirens), o teixo (Taxus baccata) e o ligustro (Ligustrum
vulgare) são espécies perfeitas para valorizar qualquer
escultura vegetal.
Pioneira, no Brasil, da técnica stuffed,
- a mesma dos parques da Disney e desenvolvida pelos americanos nos
anos de 1960 para simplificar a sua utilização em jardins
- , a artista plástica carioca Lise Marinho trabalha bastante
em decoração de espaços públicos e particulares.
O dinossauro de três metros e meio de comprimento, feito em hera
viva, entre outros animais, é um dos impactos dos jardins do
Barra Shopping, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
Mas, fazendo vitrines da marca Mara Mac,
no Rio de Janeiro e em São Paulo, ela revolucionou o conceito
dessa geometria verde, trazendo para a moda uma outra maneira de surpreender
as pessoas. Para Lise “essa arte é eterna, única,
nobre e perfeita para quem gosta de natureza, design, num leve toque
retrô.”
Uma de suas obras preferidas é o
Buda que vive num espaço lindo, numa casa do Jardim Botânico,
no Rio de Janeiro.
A Empório Santa Rosa, a primeira
loja de flower desing carioca, inaugurada em dezembro de 2004, é
uma expert nesse artesanato vivo. O arquiteto e empresário Jorge
Nascimento cuida pessoalmente dos arranjos, com o know-how que aprendeu
na cidade que tem as boutiques de flores mais chiques do mundo, Paris.
De acordo com Nascimento, “ a partir
da década de 1970, a topiaria migrou dos castelos e mansões
para as casas urbanas, bem menos suntuosas”. Quando ganhou popularidade
e maior demanda, foi necessária a utilização de
matéria-prima natural seca. A tecnologia entra em ação.
“As plantas secas fazem com que os arranjos durem mais”,
explica o arquiteto que mistura a hera com rosas e até frutas
desidratadas.
No Rio Grande do Sul, no município
de Victor Graeff, a praça Tancredo Neves é dotada de mais
de cem peças, podadas por um jardineiro de 65 anos, funcionário
da prefeitura, que também é um artista, o sr. Fredolino
Selmiro Schimidt. Em Batatais, são Paulo, a praça da Matriz
também expõe muitos modelos. Essas regiões possuem
um clima indiscutivelmente favorável não apenas para as
plantas, mas também para práticas de jardinagem ao ar
livre. Por isso que as obras são maiores e mais imponentes.
Entretanto, a topiaria adaptou-se perfeitamente
aos espaços urbanos mais sofisticados e agora está presente
em halls de apartamentos e casas, em aparadores e centro de mesas. Nos
jardins urbanos minimalistas, as formas de tamanho médio, sem
cores gritantes, são as preferidas pelos paisagistas.
Formada em Ciências Biológicas
pela Universidade Mackenzie, em São Paulo, Sylvia Ferraz Ribeiro
da Luz fez especialização em paisagismo pela Faculdade
de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Mas
foi através do curso de topiaria em San Diego, Califórnia,
pela Walt Disney World & Co., que ela aprendeu essa arte tão
antiga. A paisagista lembra que, por carregar o estigma da decoração
de parques e praças públicas das cidades norte-americanas,
esse artesanato vivo demorou a ser aceito como ambientação
externa aqui no Brasil. “As formas de animais por lembrar os parques
da Disney, levam as pessoas a verem essa arte como algo exagerado, até
mesmo cafona”. Mas Sylvia ressalta que a topiaria não se
resume aos jardins de estilo francês: “Hoje, como os espaços
disponíveis são pequenos, as formas abstratas são
perfeitas. Dão uma idéia de organização
e modernidade ao ambiente”.
Com muitos trabalhos espalhados pela grande
São Paulo, o paisagista Marcelo Novaes acredita que “a
escultura vegetal é uma forma delicada de se decorar os espaços
naturais e faz um contraponto com a arquitetura da cidade”.Essa arte teve seus tempos áureos
nos séculos XVI e XVII, entretanto, quando as cidades cresceram
a enfrentar duras críticas, talvez pelos cuidados que a sua manutenção
exige. No Brasil, sua derrocada se deu quando os jardins de Bourle Marx
ficaram populares. Diz Marcelo Novaes: “Os jardins de Bourle Marx
pretendiam aproximar o verde natural, selvagem, do homem. Assim, as
formas perfeitamente calculadas da topiaria foram um tanto repudiadas”.
Marcelo lembra que, há cerca de uns dez anos, com o aumento do
número de jardins minimalistas, ela voltou com destaque, complementando
o design de prédios e condomínios. Em São Paulo,
no antenado bairro da Vila Nova Conceição, nos jardins
dos edifícios de estilo neoclássico, Chateux Margaux e
Lafite, encontram-se grandes cones inspirados nos modelos franceses.
De fato, a arquitetura atual ganhou um grande aliado. E o que é
melhor, ecologicamente correto!
abr/ 05 - pág 14-15 - "Moldando a natureza"
Moldando a Natureza
Paciência e dedicação são imprescindíveis para atingir as formas e os efeitos desejados em topiaria
Quem gosta de simetria, organização e formalidade, normalmente adora jardins com topiaria. Plantas em formato de bolas, quadrados, espirais e do que mais a imaginação e a habilidade permitirem são conseguidas por meio da arte de esculpir a partir de podas.
Utilizando um exemplar de fícus (Fícus benjamina) e um de boldo (Plectranthus barbatus), cultivados em vasos, a arquiteta paisagista Sylvia Ferraz Ribeiro de Luz, de São Paulo, SP, ensina a defini-los nas formas de bola e retângulo, respectivamente.
Ela explica que murtas (Eugenia sprengelii), podocarpos (Podocarpus macrophyllus), buxinhos (Buxus serpervirens), pingo-de-ouro (Duranta repens “Áurea”) e roseiras (Rosa x grandiflora) ficam bem quando assumem formatos arredondados. Já para piléia (Pilea cadierei) e ervas em geral, como manjericão (Ocimum basilicum) e alecrim (Romarinus officinalis), ela recomenda os cortes retos, mais radicais.
Para realizar o procedimento, você precisará de uma pazinha, um podão para topiaria ou bonsai e uma tesoura de poda. A profissional lembra que as ferramentas devem estar bem limpas e afiadas. Como a poda é uma intervenção drástica, as plantas exigem alguns cuidados. “Plantas topiadas necessitam de defesa”, adverte. A arquiteta paisagista recomenda o uso de adubo NPK 10-10-10 e acaricida orgânico para fortalecê-las. “Planta tem sempre de estar alimentada”, ressalta Sylvia.
Mãos na terra
Usando uma pazinha, a profissional retira a parte da terra velha (1), correspondente à circunferência mais externa do substrato. Ela recomenda preencher o espaço com terra nova adubada. Na ocasião, utilizou o adubo diretamente (2), tomando cuidado para que o composto ficasse longe da base da planta para não queima-la. Esse processo garante a saúde do fícus, fornecendo-lhe nutrientes, e limita o crescimento, à medida que retira parte das raízes junto com a terra.
Com cara de bola
O primeiro passo é definir a altura desejada (3). Feito isso, a profissional recomenda usar o bom-senso para intervir em regiões onde as folhas esconderão o corte.
Com a tesoura de poda, a arquiteta paisagista corta os galhos laterais do fícus um pouco acima das bifurcações (4); nesse local, nascerá o dobro de brotos. “Para ter o formato de bola, a planta deve ficar mais baixinha e volumosa. Podar áreas de bifurcação, dará esse efeito mais cheio”, explica.
Com a intenção de proteger a planta, Sylvia recomenda pulverizar acaricida orgânico. Cada mililitro de defensivo é dissolvido em um litro de água. A aplicação deve ser mensal.
Mantendo a forma
Uma nova poda deve ser realizada no fim do Inverno e em estações quentes, a cada dois meses, para que a planta fique no formato desejado. Em espécies floríferas, a manutenção deve ser feita depois de cada florada. O prazo ideal para a intervenção é de até um mês após o florescimento. O ar estimula a produção de flores, Sylvia indica a adubação com NPK 4-14-8.
Ângulos retos
Embora não seja uma planta clássica para topiaria, como o buxinho, Sylvia afirma que o boldo é ideal para ser esculpido, devido ao rápido brotamento.
Depois de retirar os galhos estragados e definir a altura, a profissional faz um corte superior rígido (5), deixando uma superfície bem plana. “ Cortamos como se fosse cabelo!, ensina. Na lateral, ela também orienta cortar como se passasse uma régua (6). “A idéia é deixar um quadrado bem feito”, relata. Devido ao rápido processo de regeneração do boldo, a retirada de galhos feios e as podas devem ser feitas mensalmente.
Dicas
- Após a poda de galhos grossos, deve-se usar parafina no corte;
- Sylvia adverte que as plantas em vasos perdem mais água. Assim, recomenda a aspersão a cada dois dias;
- O intervalo de manutenção para alecrim, podocarpo, murta e buxinho se assemelha ao do fícus, que deve ser de aproximadamente 2 meses. Já o da piléia é o próximo ao do boldo, cerca de 30 dias;
- Vestir uma armação de madeira na planta ajuda a definir as formas retangulares.
abr/05 - págs. 102 e 103 – “Uma senhora figueira”
Uma senhora figueira
Não foi difícil para a paisagista Sylvia Luz, do espaço Topiária Paisagismo, incorporar a figueira com mais de 50 anos e 7 m de altura ao projeto paisagístico desta casa no Jardim Paulista, em São Paulo. A árvore, tombada pelo Condephaat - Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo, foi mantida do projeto original e domesticada ao jardim de 306 m2. 'Podamos alguns galhos para diminuir a sombra e evitar que seus frutos e leite manchem o chão de tijolos', diz Sylvia. Essa operação acontece a cada dois anos.
Nos 120 m2 onde se acomoda o jardim da piscina, a castanheira (Castanea sativa), ao centro, reina absoluta. Com apenas quatro anos, o exemplar frutificou pela primeira vez em dezembro passado. À esq. dela fica a cássia-amarela (Senna multijuga), nativa da região: tem aproximadamente 15 anos e 10 m de altura.
A pedido da moradora, a vegetação prima pela praticidade e resistência para suportar as brincadeiras dos três filhos pequenos e do labrador. O visual monocromático - só com flores brancas - garante o estilo. Espécies venenosas e com espinhos foram vetadas. A paisagista usou falsa-vinha para cobrir o muro e, junto dele, camélias e nandinas. Mesmo com bolas, skates e muita corrida, o jardim está sempre em ordem graças à boa escolha das espécies.
Camélia - Camellia japonica
A origem oriental - Japão, China e Coréia - em nada influenciou o comportamento deste arbusto, que se adaptou bem ao clima tropical. Cultivado a pleno sol ou à meia-sombra, atinge até 6 m de altura. Suas flores brancas são formadas no outono e no inverno.
Figueira - Ficus auriculata
A folhas largas e ramificadas e a copa cheia desta árvore originária da Índia não deixam dúvida quanto à sua beleza. Quando adulta, atinge facilmente 7 m de altura. Seus frutos são avidamente consumidos por pássaros.
A prioridade, aqui, era deixar o máximo de área livre para brincadeiras. Junto ao muro foram previstas cercas vivas de camélia, à frente, e, em seguida, nandina (Nandina domestica). A figueira, conservada do projeto original, dá volume e proporciona a melhor sombra do jardim. Os muros foram cobertos por falsa-vinha (Parthenocissus tricuspidata), que, com o tempo, esconderá totalmente a alvenaria
jul/04 - pág 104 - Sessão Cartas
Rosas eternas
Adorei a matéria (maio) sobre a
jabuticabeira que está com a mesma família há gerações. Eu também tenho
uma planta de estimação: uma roseira cheia de pétalas em cada botão,
plantada no meu jardim há 13 anos. Como vou me mudar para outro
município, não gostaria de me separar dela. Gostaria de plantá-la no meu
novo jardim, mas tenho medo de que a roseira acabe morrendo. Como eu
poderia fazer a mudança sem prejudicar a planta? Vocês têm como me
ajudar?
Ana Paula, São Paulo, SP
"O transplante de uma roseira antiga é mais complicado do que de uma
roseira jovem, porque a resistência da planta diminui com o passar do
tempo", explica a bióloga Sylvia Luz, da Topiaria Paisagismo - R. Cel.
Joaquim Ferreira Lobo, 254, tel. (11) 3849-3072, São Paulo, SP, site:
www.topiaria.com.br. O primeiro passo para a mudança é fazer a sangria
da planta, que consiste em demarcar o torrão, fincando uma pá reta em
torno do caule. A circunferência deve ter 20 cm de raio. Feita a
sangria, que poda as raízes da planta, a roseia deve ficar em repouso
por trinta dias, sem movimentos bruscos, mas com rega e iluminação
normais. Só então o torrão será retirado com uma pá e envolto em saco de
estopa, para não se desmanchar durante a viagem. O plantio deve ser
feito o mais rápido possível. No caso da leitora, a botânica sugere que
se faça o transplante no mesmo dia, já que a roseira é frágil e velha. A
estopa não precisa ser retirada, porque é feita de fibra natural,
diferente de plástico e outros materiais sintéticos. Não é necessário
manter a raiz da planta úmida durante o transporte, mas a rega após o
plantio é essencial.
jul/04 - pág 77 - "No caminho certo"
Na entrada desta casa, a bióloga Sylvia Ferraz usou placas de pedra são tomé unidas (57 x 57 cm) e separadas (47 x 47 cm). Recomenda-se protegê-las com resina acrílica. O m2 sai por R$ 54, na Amazonas Pedras.
jun/04 - pág 22 a 25- "Topiaria nos Trópicos - Para quem deseja um jardim formal, o Estilo Europeu pode ser uma opção"
A arte de podar o jardim, com formatos
definidos. Assim é definida a técnica da topiaria, que utiliza o corte
das plantas para dar cara ao jardim cultivado. Em oposição ao estilo
tropical, que confere ao ambiente um ar de descontração, a topiaria
possui como principal característica a simetria e a uniformidade. "Um
jardim bem podado é todo certinho e faz com que o ambiente pareça sempre
limpo e organizado.", explica Sylvia Ferraz Ribeiro da Luz, arquiteta
paisagista de São Paulo, SP.
É possível, por meio da poda, dar diferentes aspectos ao jardim.
Formas geométricas, tais como quadrados e bolas, e até desenhos de
objetos, pessoas e animais. "É mais comum a utilização das formas
geométricas, principalmente aqui em São Paulo, onde as pessoas preferem
ter um jardim mais organizado.", conta Sylvia.
Outra opção é projetar o jardim aliando o estilo tropical ao
europeu. "Gosto de compor os ambientes, mesclando a topiaria com o
estilo tropical, que oferece maior descontração. A topiaria confere um
formato estruturado ao jardim, aspecto que muitos clientes consideram
importante.", completa Sylvia.
Um estilo polêmico
Muitos paisagistas são contra o uso dessa técnica, pois se trata
de um estilo europeu, ideal para clima frio. "A poda constante deixa a
planta desprotegida, sujeita à incidência de pragas, fungos e bactérias.
Além disso, pode causar estresse, deixando-a doente.", alerta o
engenheiro agrônomo e paisagista Maier Gilbert, de São Paulo, SP.
No clima temperado europeu, a topiaria não prejudica a florada
das plantas, uma vez que as estações são muito bem definidas e nem
sempre as espécies utilizadas possuem época de floração. "Aqui, esse
estilo acaba com a exuberância da planta. O paisagista deve buscar o que
há de mais belo, que é a flor. Deve deixar a planta o mais vigorosa
possível, o que torna o ambiente mais agradável.", argumenta Gilbert.
Entretanto, se a planta for bem cuidada e podada corretamente, a
técnica da topiaria pode eliminar esses problemas. "Poda constante não
significa ausência de flor. Quando podadas de maneira correta, nas
épocas certas, podemos ter um jardim com topiaria e florido. Se
deixarmos a planta atingir seu tamanho natural e podarmos mantendo esse
tamanho, com certeza teremos um jardim florido.", defende Sylvia. "Além
disso, não é porque o estilo é europeu que nós não devemos tentar
reproduzir aqui. Acho que tudo é válido.", completa.
Além das críticas quanto à supressão da vigorosidade da planta,
existe o problema de o jardim ficar muito estático. "A alternativa é
aliar diferentes estilos.", explica Sylvia. "Com a topiaria, podemos
deixar o jardim no formato que desejamos.", complementa. Gilbert
discorda: "o paisagista deve, em vez de usar a topiaria, procurar uma
espécie adequada ao que o cliente deseja. Se pedir um formato piramidal,
devemos buscar uma planta que naturalmente tenha esta forma.".
Polêmicas à parte, a topiaria é uma alternativa para quem deseja um
jardim mais organizado, sem a informalidade do tropical.
Poda
Atenção com a poda é
primordial na manutenção do jardim de topiaria. Para isso, o jardineiro
deve, primeiramente, esperar a planta crescer e tomar uma forma
definitiva.
É necessário cuidado no uso das tesouras: as grandes devem ser
utilizadas para podar galhos e fazer topiaria em plantas ornamentais e
as pequenas para cortar galhos e caules. "A poda deve ser constante, a
cada dois meses, e devemos evitá-la no Inverno. O ideal é realizá-la
antes da chegada do frio e só voltar a podar após a mudança de estação",
ensina Sylvia. "Em nenhum momento pode haver a poda drástica", alerta.
Outro aspecto essencial é a irrigação. A planta tem de ser regada
constantemente e, em alguns casos, até duas vezes ao dia. "Caso esqueça
de regar, um lado da planta pode secar, perdendo todo o efeito
ornamental", completa Sylvia.
fev/03 - pág 62 - "Pequenas porções de verde"
O jardim em um estilo europeu muda de cor aspecto ao longo dos meses, assinalando a passagem das estações do ano. Isso graças 'as especies escolhidas, Os canteiros mais próximos da piscina não combinam com as plantas que derrubam muitas folhas, por isso para preenchê-los, escolheu-se a fotínia, que aceita podas e rebrota em seguida, trazendo belas flores vermelhas.
ago/02 - pág 65 - "Piscinas - Mergulhe neste azul em clima cinematográfico"
De clima cinematográfico, a piscina é um prolongamento do terraço, como a moradora desejava.
Também pediu à botânica Sylvia Ferraz Ribeiro da Luz, da Topiaria, um jardim todo verde.
Fícus e pingo-de-ouro foram usados para disfarçar o muro.
mar/02 - pág 124 e 125 - "Geometria verde"
A topiaria virou sinônimo de enormes jardins da Europa, principalmente os franceses e os ingleses, graças aos jardineiros romanos que ali exercitavam a técnica herdada dos escravos árabes.
No Brasil, foi trazida por imigrantes europeus para compor o paisagismo de mansões.
"Com o tempo essas plantas em formas geométricas foram se popularizando e ganharam terreno em projetos de pequenos jardins, fachadas e até em varandas de aparamentos, jusificando a crescente procura por essa técnica.
jan/02 - pág 108 - "Profissionais e serviços"
A bióloga botânica especializada em paisagismo, Sylvia Ferraz Ribeiro da Luz, elabora projetos, reformas e manutenção de jardins internos e externos. Inicialmente ela vai a casa do cliente e avalia os serviços necessários, depois compra os materiais, leva os equipamentos, a mão de obra e acompanha de perto todos os trabalhos. Para a reposição de mudas, é cobrada uma taxa de 30% sobre o valor da planta.
jan/01 - pág 94 - "Desenhe o seu caminho no jardim"
Blocos retangulares e cabochons em tom mais claro, da Lepri, compõem a paginação do piso - grandes placas alinhadas que levam do portão à entrada da casa, na lateral. As peças foram assentadas sobre contrapiso de concreto com tela de ferro e rejuntadas. "Deixei sem resina, assim a água não empoça", diz a paisagisa.
nov/99- pág. 122 - "Para cada caso, um tipo de luminária..."
PARA CADA CASO, UM TIPO DE LUMINÁRIA
Balizadores: para iluminar caminhos e passagens. A luz não deve ser muito intensa, mas confortável para os olhos. Uma boa instalação apenas sugere de onde vem a luz.
Refletores (ou projetores): podem ser embutidos na terra ou não. Servem para iluminar plantas (refletor embutido), esculturas (refletor com foco fechado), fontes (refletor específico para ficar submerso) e pontes (refletor com foco aberto para destacar a arquitetura). As lâmpadas utilizadas são geralmente de maior potência do que as dos balizadores. A mudança de foco e da potência cria um efeito diferente em cada planta
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Arandelas: projetadas para ser usadas presas em paredes e ideais também em terraços e fachadas. E a potência das lâmpadas pode variar segundo a função e o material da arandela.
Postes: eles vêm perdendo espaço para os balizadores, bem mais discretos. Porém, para iluminar caminhos em áreas grandes e muito abertas, eles são ideais.
out/99 - pág 88 e 89 - "Jardins bem resolvidos"
Pedrisco solo no piso, lírios-da-paz juntoà bay-window e vasos de ficus aos redor do caminho de entrada. Esses foram os ingredientes de uma produção relâmpago: em apenas dois dias, a paisagista Sylvia Ferraz Ribeiro da Luz, da Topiaria, renovou esta fachada em São Paulo.
ago/99 - pág 34 e 35 - "Aproveite a cobertura" e "Como disfarçar os muros do jardim"
Mesmo para aqueles que moram nos grandes centros urbanos e não possuem em suas casas ou apartamentos áreas para os jardins, está na hora de mais uma vez verificar aqueles espaços sem uso. Com certeza irá encontrar algum cantinho que poderá transformá-lo.
Um exemplo, é esta cobertura, localizada acima da laje da garagem, tornando-se uma simpática varanda.
Para criá-la, a Topiaria Paisagismo combinou revestimentos e reuniu as principais plantas e flores nos vasos.
456 - pág 16 e 17- "As várias formas da Topiaria"
Para que os buxos lebrem orres, a cada quatro meses são aparados delicadamente com esourão. "Para chegar a esa forma e sem falhas, os buxinhos demoram no minimo seis anos".
nov/98 - pág 142 e 143 -"Folhagens em vários tons de verde embelezam a escada"
Vestir de plantas um corredor estreito, delimitado por um muro e parede, é um desafio estimulante que pede bom planejamento. Usar arbustos de vários tamanhos, criando uma escala do menor para o maior, foi a maneira que a paisagista encontrou para suavizar a rigidez das linhas retas.
Diferentes tonalidades de verde reforçam a sensação de volume, mesmo quando não há floração. Entre os arbustos escolhidos, o ligustro e o único que precisa ser podado todo mês, pois cresce rápido.
A paisagista sugere dois tipos de adubação: um no início da primavera. com adubo quimico do tipo NPK na proporção 10:10:10. Depois disso a cada dois meses, muda-se a formulação para 4:14:8. Uma dica e intercalar com farinha de osso, um adubo orgânico que estimula a floração. "Ele não é indicado para casas com cachorros, pois o animal sente o cheiro de osso e destrói todo o jardim".
set/97 - pág 103 - "Chão de estrelas"
Os pedriscos amarelos, entremeados pelas cruzetas e o branco da treliça compões o piso do terraço.